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Os Viajantes

por amorlíquido, em 25.03.21

Que tendência tola a nossa
a de sentir falta do que não precisamos
de insistir no silêncio com quem merece que gritemos
de não permanecer calados com quem somente quer que escutemos,
de vestir o orgulho em vez de oferecer aquele abraço.

Que tolos, caramba!
Não há meio de aprendermos
que as ondas não pararão de eclodir
que o gelo não deixará de derreter
debaixo de um sol que nunca se esquece de despedir.

O mundo não para apesar de fingirmos que sim.
Guardamos o "desculpa", o "obrigada"
e, como tolos, o "gosto de ti".

Um dia,
o destinatário some da presença sem nos abandonar.
No peito pesado morará um coração mudo em derrame,
que transborda
o arrependimento do que não dissemos
às pessoas-trevo que só depois soubemos
a arte que ocupavam em nós.

The Voyageurs by Bruno Catalano

(Les Voyageurs, Bruno Catalano, Marselha)

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17 comentários

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o cunhado a 25.03.2021

Por lapso, comentei em baixo o que pertence aqui.

Contratempos menores, ou, quiçá, ausência deles.
A juventude dá sempre à alma uma elasticidade maravilhosa.

Um dia muito feliz.
Sem imagem de perfil

o cunhado a 25.03.2021

Exemplificando.

Tinha chorado muito, mas ainda restava nela algum tanto desse descuido de menina que por entre as lágrimas deixa escapar o sorriso.

Imagem de perfil

amorlíquido a 26.03.2021

"A juventude dá sempre à alma uma elasticidade maravilhosa", que bonito!
Há quem tenha vivido muitos anos sem nunca perder essa juventude.

Um dia muito feliz

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