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Isto é um até já

por amorlíquido, em 06.07.20

Quatro meses e muita partilha depois, este blog encerra o seu primeiro capítulo. Não sei se voltará a abrir outro, se a história chegará ao fim ou se ficará muito para contar, mas a verdade é que a pausa é urgente. Já há algum tempo que me sussurrava e, agora, tenho mesmo de ceder. 

Não queria ir embora sem agradecer o carinho que fui recebendo de tantos de vós. A sinceridade, a verdade, a nudez da alma, o intercâmbio de ideias numa troca de inspirações que foi, diria eu, contínua.

Tive imenso gosto em embarcar nesta experiência! De entrar nas vossas casas sem pedir licença, bisbilhotar nos pensamentos, nos desabafos, nas sugestões e bom humor constante. Conheci formas de pensar diferentes das minhas, tive o privilégio de perceber a tremenda sensibilidade de muitos dos que aqui abrem os seus corações. Identifiquei-me, chorei muito e ri bastante. Uma coleção de emoções indescritível que, em alguns momentos, se tornou um vício e, noutros, o rastilho de uma chama que eu, nem sempre, queria criar. 

Não há muito mais a dizer. Talvez nos voltemos a cruzar numa outra carruagem.

Até lá, protejam-se e, acima de tudo, sejam felizes! 

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Se um sorriso pode incomodar muita gente ...

por amorlíquido, em 03.07.20

Sorri. Para perceberes aqueles que se afastam, pela inveja que não controlam e pelo mal que, mesmo dormidos, tentam oferecer. 

Sorri nas palavras que cantas baixinho. Sorri nos amores que guardas contigo. Os que o mundo conheceu e todos os que ninguém sabe que foram vividos. 

Sorri às histórias que passaram e aquelas que, hoje, ainda são de ti. 

Sorri esperança na rua que atravessas. Sorri aceitação pelas lembranças que mais detestas. 

Sorri em silêncio. Ao espelho que te pertence e ao reflexo que deambula entre nós.

E mesmo que com medo, não deixes de sorrir. Sorri com o brilho no olhar e com o cabelo de norte perdido.

Sorri com a pele arrepiada, com a alma despenteada. Sorri mesmo que de coração sentido.

Sorri descaradamente. Com a voz intrometida ou engolindo em seco. Mas sorri. 

Pelo retorno da vontade que ele te aguça. 

Pela escolha que ele te ensina a fazer. 

Pelos maldosos que aparta e os verdadeiros que decide acolher.

Sorri entre beijos apressados. Sorri sem pressa no abraço de quem mais te quer. 

Caramba, vai sorrindo!

Sorrisos inteiros. Passageiros da tua viagem.

Sorri contra o tempo e à medida que o tempo passa. 

Sorri na antítese do que o teu corpo precisa.

Sorri como eufemismo da retilineidade que sentes chegar. 

Sorri de nome próprio. No princípio, no meio e no fim.

Não é ironia. Acredita. 

É preferir, descobrir, aprender e tentar. É rir o dobro do que queres chorar. 

E que o começo de cada dia se paralise na anáfora do sorrir. 

Lembra-te que se um sorriso incomoda muita gente

a sua ausência incomoda muito mais. 

 

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